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Tuesday, September 27, 2016
Friday, September 23, 2016
"O tamanho da crise atual"
https://www.nexojornal.com.br/video/video/O-tamanho-da-crise-atual
Boy, it looks gloooooomy.
Eu confesso que sou uma analfabeta econômica. Já ter ouvido falar de oferta e procura, mais-valia, juros e commodities evidentemente não me torna menos analfabeta. A coisa é séria porque parece que todos os aspectos não-econômicos da existência estão se economicizando, e tanto mais agora que estamos em recessão. Recessão é um conceito misterioso, para além da obviedade de que me falta dinheiro e também pra muita gente. Para onde foi o dinheiro? Dinheiro, aliás, é mistério supremo, tipo santíssima trindade ser uma coisa só e três ao mesmo tempo.
Digo-o porque há muitos anos atrás Giorgio Agamben deu uma palestra no auditório da Faculdade de História da USP e, como ele fosse um "benjaminiano", a coisa lotou - e o homem sapietíssimo danou a falar sobre a fundação da economia na teologia. Donde a piadinha, com que eu absolutamente não concordei, de que havíamos sido agambelados. O pessoal esperava um papo mais materialista histórico surrealista frankurtiano, seja lá o que isso seja. Quanto a mim, foi o que de mais esclarecedor já ouvi sobre economia.
No ritmo que me é próprio, (só) hoje decidi começar a ler O reino e a glória.
Boy, it looks gloooooomy.
Eu confesso que sou uma analfabeta econômica. Já ter ouvido falar de oferta e procura, mais-valia, juros e commodities evidentemente não me torna menos analfabeta. A coisa é séria porque parece que todos os aspectos não-econômicos da existência estão se economicizando, e tanto mais agora que estamos em recessão. Recessão é um conceito misterioso, para além da obviedade de que me falta dinheiro e também pra muita gente. Para onde foi o dinheiro? Dinheiro, aliás, é mistério supremo, tipo santíssima trindade ser uma coisa só e três ao mesmo tempo.
Digo-o porque há muitos anos atrás Giorgio Agamben deu uma palestra no auditório da Faculdade de História da USP e, como ele fosse um "benjaminiano", a coisa lotou - e o homem sapietíssimo danou a falar sobre a fundação da economia na teologia. Donde a piadinha, com que eu absolutamente não concordei, de que havíamos sido agambelados. O pessoal esperava um papo mais materialista histórico surrealista frankurtiano, seja lá o que isso seja. Quanto a mim, foi o que de mais esclarecedor já ouvi sobre economia.
No ritmo que me é próprio, (só) hoje decidi começar a ler O reino e a glória.
Sunday, August 28, 2016
Banco internacional de objetos educacionais
Audiolivros infantis em português! Ainda não explorei as outras opções, mas só esta já é genial. Obrigada, irmã.
Tuesday, August 16, 2016
Maria Rita, Caminho das águas
Pra refrescar a esperança.
Spirogyra 2
Daqui a poucos meses, vamos embora. Donde a Olimpíada ser um momento privilegiado de reflexão sobre essa pátria mãe gentil e sua prole.
Hoje, de novo, um brasileiro estava a ponto de ganhar uma medalha, podia ser de prata, se o americano errasse, de bronze, se não. O americano errou.
O brasileiro conseguiu quebrar o recorde olímpico no salto seguinte. Agora, se o francês errasse, era ouro. E a torcida vaiou enquanto o francês se preparava pra sua última tentativa. Ele fez um gesto com o polegar pra baixo. O pessoal continuou vaiando. E o cara errou.
Na tv, os narradores esportivos torciam pelo erro. Os espectadores mandaram seus vídeos torcendo pelo erro. Talvez na sua casa seja ok torcer para que alguém erre, mas em grupo e na cara do camarada não é. Não é.
Update: o francês, La Villenie, foi vaiado na cerimônia de premiação, com a desculpa de que ele tinha xingado a torcida no twitter, e chorou. O brasileiro que ganhou a medalha de ouro foi lá depois conversar com ele e pedir desculpas pelo comportamento do público.
Hoje, de novo, um brasileiro estava a ponto de ganhar uma medalha, podia ser de prata, se o americano errasse, de bronze, se não. O americano errou.
O brasileiro conseguiu quebrar o recorde olímpico no salto seguinte. Agora, se o francês errasse, era ouro. E a torcida vaiou enquanto o francês se preparava pra sua última tentativa. Ele fez um gesto com o polegar pra baixo. O pessoal continuou vaiando. E o cara errou.
Na tv, os narradores esportivos torciam pelo erro. Os espectadores mandaram seus vídeos torcendo pelo erro. Talvez na sua casa seja ok torcer para que alguém erre, mas em grupo e na cara do camarada não é. Não é.
Update: o francês, La Villenie, foi vaiado na cerimônia de premiação, com a desculpa de que ele tinha xingado a torcida no twitter, e chorou. O brasileiro que ganhou a medalha de ouro foi lá depois conversar com ele e pedir desculpas pelo comportamento do público.
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