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Friday, December 7, 2012

Viagem a SP 4, feira de domingo no Ceasa

Se a cidade de São Paulo tem a maior colônia de japoneses fora do Japão - é assim que sempre se fala, mas o que seria uma colônia de japoneses dentro do Japão? - bom, enfim, domingo de manhã o Ceasa tem a maior concentração de japoneses em São Paulo. Esses caras levam o legume a sério.



Tem até uma barraca que vende sushi. E o camarada aí parece ter todas as credenciais.


Só que o que eu queria mesmo era pastel. Oh, pastel. Pastel.















Tuesday, December 4, 2012

Viagem a SP 2




Segundo dia, visita à biblioteca Florestan Fernandes. Canteiro central, av. Luciano Gualberto e acesso à biblioteca. Essas árvores,  mais altas que os prédios, enchem os olhos e constituem grande parte do significado afetivo da universidade para mim - é a elas que eu me sinto voltando ao longo dos anos. 

Viagem a SP 1





Minha cidade natal me pareceu mais bem acabada desta vez, terminaram as obras na marginal, as árvores estavam muito cheias, de um verde brilhante. Caí num buraco, vi uma amiga muito querida, e me deparei com uma cena meio exterminador do futuro - o recapeamento de uma pista da dr. arnaldo.

Saturday, May 14, 2011

Vista da janela de casa, São Paulo


Finalmente o clima está mais ameno, um pouco mais fresco, menos poluído. Ontem garoou, fiquei olhando as gotículas iluminadas pela luz do poste dançarem no ar com o vento.
Talvez essas imagens não sejam bonitas (daquela beleza acabada das revistas). Mas são o que vejo da janela do meu quarto, e na realidade são sim bonitas.

Friday, December 10, 2010

Água de beber???

Segundo essa matéria, de janeiro até novembro 57 toneladas de lixo foram retiradas da Guarapiranga, represa que abastece a cidade de São Paulo. E é uma matéria da rede Globo que diz que não adianta botar a culpa nos aterros clandestinos.

Alguém um dia disse que a prova de que a nossa espécie está fadada ao fracasso é que ela é a única que caga na água que vai beber. Na verdade, o argumento é ainda mais cabal, também jogamos venenos de toda sorte e bastante lixo, e depois gastamos muito muito dinheiro para limpar a água. E quem consegue acreditar que essa água "reformada" tem as mesmas propriedades da água realmente natural - e também que não tem nada que não devia ter?

Será que as pessoas só vão acordar para o problema quando o governo resolver que é caro demais tratar a água e recolher o lixo, privatizar tudo isso pra valer (porque a coleta já é terceirizada) e as empresas começarem a cobrar beeem caro???

Saturday, November 20, 2010

Parque da Água Branca

Continuo o assunto de ontem. Para comer melhor é preciso ter ingredientes saudáveis. E para isso preciso ir comprá-los.

Hoje fui à feira de produtos orgânicos do Parque da Água Branca, que por si já vale a visita. Então, antes de falar da feira, aqui vão umas fotos do parque, pra quem não conhece ou não vai há tempos. Diferente dos outros parques da cidade, está cheio de antigas edificações. Há uma grande pérgola:
E árvores enormes...
Como em todo parque, é legal ver gente de diferentes condições sociais usando o mesmo espaço de um jeito mais vivo. Dá pra ver o casal fazendo piquenique debaixo da árvore?
Para as crianças, esse parque é especialmente legal, porque há vários bichos pequenos soltos, principalmente galinhas. Eles têm também um meliponário - um viveiro de abelhas nativas, que eu conheço como jataí, que não têm ferrão.
Há uma "lanchonete" com um fogão a lenha. A administração do parque parece ter escolhido fazer dele um repositório de cultura caipira - eles fazem inclusive um festival de cultura tradicional paulista, ou algo assim. O quanto essas coisas são válidas, eu não sei. Funcionam em alguma medida, já que lá na frente hoje havia uma aglomeração de gente comendo bolo com café e ouvindo um rapaz tocar música sertaneja. A senhora que está na foto atrás dele cantou junto, lindamente. Já o próprio moço cantava com aquele falsete às vezes exagerado, claramente inspirado nas duplas sertanejas mais pop de hoje. Mas ornava. E o bolo de milho estava excelente.

Friday, November 19, 2010

Comer melhor: onde está a comida?

O que eu curti na palestra da Carolyn que postei ontem é que ela pensa a comida como um problema de organização das cidades. Porque esse é um aspecto pouco discutido quando se fala em dieta, seja para emagrecer, seja para melhorar a saúde: antes de pilotar as panelas, é preciso comprar os ingredientes em algum lugar.

Pra maioria das pessoas, planejar e fazer uma compra semanal de frutas, verduras e legumes é o primeiro passo pra melhorar a dieta. O tempo que isso leva é o primeiro e mais importante investimento. Que todo "microbairro" tenha uma feira, é uma questão de saúde pública (como também que os alimentos orgânicos sejam mais baratos e acessíveis). Essas fotos foram feitas na quarta, na feira aqui perto de casa, um dos lugares-eventos de que eu mais gosto:

Como a berinjela, a abobrinha e o pimentão amarelo estão de época, é possível comprar a base da caponata por R$2. Um quilo de cebola também sai por esse preço.


Pra quem não conhece: em São Paulo toda feira tem pelo menos uma barraca de pastel. Elas ficam nas pontas, e geralmente são acompanhadas do carrinho do caldo de cana (que hoje vende outras bebidas também). Na hora do almoço muita gente...

Também dá pra comprar todo tipo de cereais, grãos, temperos. E há geralmente barracas que são como mercearias: têm macarrão, azeitona, de tudo... até barraca de roupa e sapato nessa aqui perto tem.

Essa é uma das minhas preferidas, lógico:



Sunday, August 22, 2010

Congada de São Benedito


O vídeo não é de hoje (o que eu quis postar foi o segundo, filmado no bairro do Motor, em
Cunha), mas esse foi o grupo, acho, que vimos em Santana de Parnaíba.
Só que eles estavam usando uns cintinhos de couro com guizos nos joelhos que fazem a dança ter um efeito musical. E a coisa toda junta dá, digamos, um grau...

E procurando por imagens deles, dei com essa coleção: http://blogs.estadao.com.br/olhar-sobre-o-mundo/vale-das-festas/
Que me fez lembrar as fotos da Rússia de cem anos atrás, de ontem.

Depois de horas rolaram as músicas de despedida. Os bailarinos colocaram as varas no chão e tiraram os cintos de guizos dos joelhos. O estandarte de São Benedito passou no meio das fileiras e cada um tirou o chapéu e beijou as fitas. A última música dizia algo como "adeus, até breve, vamos nos encontrar no Paraíso".

O Tietê ou um afluente igualmente poluído fedia na pracinha colonial e achamos por bem voltar pra casa, sublimados e nauseados. Que tempos.