Um belo dia, eu acessei o Duolingo e escolhi o inglês como língua de interface. E há...
11.1 milhões de pessoas aprendendo português no site. Uau.
Se eu mudo a língua de interface para espanhol, o resultado se altera, para 8,05M. Isso quer dizer que há 11,1M de pessoas aprendendo português em inglês e mais 8,05M aprendendo por meio do espanhol? Faz sentido. E se eu somar os números de todas as línguas de interface que oferecem o curso de português?
Eis que, para minha surpresa, além do inglês e do espanhol, a única outra língua de interface para o português era o francês, utilizado por só (!) 292K pessoas. Ao todo portanto, nessa plataforma, 19.442M de pessoas estão supostamente estudando português. Como o Brasil tem uma população (2016) de 207.7M, dá pouco menos de 10% da população brasileira. É quase o dobro da população portuguesa de 10.32M (2016).
Por que será que essas pessoas estão estudando português, será que elas realmente vão adiante, em que ponto a maioria pára e por quê?
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Tuesday, February 20, 2018
Tuesday, December 21, 2010
Tim Burton, "Pincushion Queen"

The Pincushion Queen
Life isn't easy
for the Pin Cushion Queen.When she sits alone on her throne
Pins push through her spleen.
O livro de poemas de Tim Burton já tem uns tantos anos. Um dia, me dei conta de que a pincushion queen era uma espécie de fantasminha doméstico - do soberano melancólico do barroco.
Deixo-vos por ora, amigos; vou passear. Cuidemos os melancólicos para que os alfinetes não nos preguem à cadeira.
Thursday, November 4, 2010
Prosódia e música, o flamenco das velhinhas
Prosódia é a música da língua. "Naquele tempo disse Jesus" é a mesma coisa do ponto de vista gráfico, aqui ou em Portugal. Mas se for falada a oração vira duas: a falada pelo português e a falada pelo brasileiro: são duas prosódias. Nesse artigo eles mostram o gráfico das duas pronúncias, a primeira é a do brasileiro, a segunda, do português:
Pois bem, quanta ciência pra explicar uma coisa da sensibilidade. No inverno espanhol, no começo desse ano, acordava de manhãzinha e ficava no lusco-fusco da consciência ouvindo as velhinhas se cumprimentando a caminho da padaria. Como castelhano não é minha língua natal, não conseguia entender o que elas diziam, mas ouvia essa música - as alturas e o ritmo - e era sem dúvida flamenco. Ouvia também um eco árabe, aqueles "erres" feitos dentro e fundo na garganta; quando o violonista raspa as unhas nas cordas, o que se ouve é a versão musical deles.
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