Wednesday, September 8, 2010

RRR

Reduzir, reutilizar, reciclar. Hoje, reutilizar.

Não sou o que se pode definir como uma louca consumista. E no entanto sempre tenho coisas pra doar, roupas, utensílios domésticos...

As instituições beneficentes, quase todas de inspiração religiosa, justamente por isso me motivam certa resistência. Doar para elas com a consciência tranquila envolveria, se a gente fosse levar a sério, conhecer como elas redistribuem aquilo que recebem e/ou usam o dinheiro que arrecadam com a sua venda, o que, honestamente, não rola.

Daí que eu queira repassar a dica do Freecycle. É um site em que as pessoas anunciam o que querem doar ou precisam receber. Havendo interesse, o contato é por email. Doa-se diretamente pra pessoa que vai usar.

Essa é a página global: http://www.freecycle.org/
Essa, a inicial do grupo de São Paulo: http://groups.yahoo.com/group/SaoPauloFreecycle/

A objeção mais plausível é que um site só é acessível pra gente alfabetizada e que tenha um computador ou acesso a um. De acordo. As entidades beneficentes teoricamente atendem gente em situação mais precária. Mas fica uma outra opção, também porque certas coisas têm uma utilidade tão limitada (uma amiga doou uma coleção de fitas cassete!) que a doação aí serve exclusivamente a fins ecológicos. Além disso, as tais entidades aceitam só certos tipos de coisa, já no freecycle consegue-se passar de tudo pra frente. Uma das coisas que eu acho mais legais é que lá tem gente que pega lixo eletrônico e material de construção (resto de tinta, por exemplo).

Friday, September 3, 2010

Conceição do Mato Dentro

Como não amar esse nome?

Esse aí é outro restaurante, mais moderninho. O que me surpreendeu foi a cortina de "teresinhas" da última foto. Se não me engano, são tirinhas de malha amarradas com nozinho - boa ideia pra aproveitas aquelas peças velhas que na real não dão bons panos de chão.





Conceição do Mato Dentro

Esse lugar é um restaurante, e pro meu gosto autêntico demais, tipo muito autêntico de verdade mesmo, viu?
Mas gostei da santa negra respaldada pela peneira. E a cozinheira (o/s) era autêntica (o/s), que é o que interessa.


Do lado de fora havia uma capelinha com essa porta tão bonita.



Thursday, September 2, 2010

Berries time!

Chegou aquela época em que a caixa de morango tá um real no fim da feira. E a amora custa só o trabalho de catar - tem uma árvore enorme super carregada no jardim de um prédio aqui pertinho. Duas caixas de morango e um tanto de amora, mais açúcar, deu um vidro enorme de uma calda bem grossa, quase geléia.

Ainda a Serra do Cipó

Cachoeira da Farofa ou, para os íntimos, Cachoeira do Overlock. Fica dentro do parque, a oito quilômetros da portaria. A maior parte do caminho é por uma estrada no vale plano, o solo é mistura de areia branca e uma terra muito escura que deixa o pé irremediavelmente encardido. É permitido entrar nas trilhas a cavalo, e por isso há esterco pelo caminho, o que não deixa de ser estranho pra quem já andou por outros parques nacionais. Mas perto da cachoeira os cavalos não entram - porque aí é trilha mesmo, tem que andar nas pedras etc.





Wednesday, September 1, 2010

O blog de desenho de François Matton

Acrescentei um link à lista: http://francois-matton.over-blog.com/ É para o blog de um desenhista que me faz lamentar ter uma preguiça quase infinita para a língua francesa.

É muitomuito bacana, porque te dá acesso ao desenho cotidiano, que não se põe como obra ou esboço para obra, mas é exercício, íntimo, despretensioso... e te faz não o fruidor refinado, o cara que compra reproduções de cadernos, que deseja o facsímile da intimidade, mas um passante que olha o diário gráfico que o artista compartilha porque sim (imagino). o que só é possível num meio em que a reprodutibilidade é instantânea, infinita e, contando que se compra o tempo de determinada banda, não o volume de dados, financeiramente indiferente. Uma maravilha, acho.

Aceito agradecida indicações de coisas afins.

P.S. Apesar da preguiça, alguma coisa eu ainda entendo. E pra quem gosta de gatos o post do dia 25 de agosto é uma delícia.

Minas

Até semana passada eu não tinha realmente entendido que Minas é um país.
Essa cachoeira fica do lado de fora do parque e atende pelo original e sugestivo nome de Véu da Noiva. O fio d 'água da segunda foto cai setenta metros até o poço - a mancha verde na fenda nas imagens seguintes. Dá pra deitar na pedra da direita e olhar através do imenso espaço vazio para o cerrado cheio de buritis no vale.